Tradução - especializada, tradução juramentada, blog para tradutores

Mais sobre tradução mecânica - Um lado positivo?

Em resposta ao post anterior sobre tradução mecânica, o Renato Beninatto deixou um link para uma experiência bem interessante que ele fez: usando a ferramenta de tradução mecânica do Google e o dotSUB, ele bolou o roteiro de um vídeo caseiro em portugês, traduziu o mesmo para o inglês e do inglês para várias línguas (árabe, espanhol, francês, italiano, japonês, chinês e russo), colocou legendas e disponibilizou o vídeo online.

Um processo que normalmente consumiria um tempo enorme, necessitaria de vários profissionais e acarretaria em um orçamento altíssimo foi concluído em algumas horas, a custo zero. O argumento do Renato é de que tradutores que hoje não usam o Google para pré-processar trabalhos estão trabalhando em dobro e perdendo tempo. Leia o texto no Localization Industry 411 para saber o porquê e conhecer ferramentas gratuitas que podem vir a revolucionar o mercado de trabalho tradutório.

Eu enxergo bem o ponto de vista dele. Mas eis a diferença: na minha opinião, se essas ferramentas podem ser de grande valia para o profissional da tradução, já não sei se valeriam tanto para empresas que decidam por conta própria disputar espaço em um mercado internacional. Um exemplo real, da empresa para qual eu trabalho. Eles decidiram que facilitaria bastante, apesar de terem um time de tradutores de todos os idiomais nos quais eles operam trabalhando em tempo integral, usar tradução mecânica para traduzir partes de um de seus sistemas. Acreditavam eles que isso significaria economia de tempo (alguns dias) e dinheiro (questionável), sem que houvesse muita diferença na qualidade.

Depois de um ano, a central de atendimento ao consumidor estava cansada de ouvir as mesmas reclamações - por coicidência sempre sobre aquelas mesmas áreas. Eles também notaram que poucos consumidores em outros países usavam os sites multilíngues, e tinha muita gente que se dizia que não confiar em um sistema cuja tradução era rídicula e que não parecia um trabalho profissional. Pessoas do alto escalão da empresa, falantes de outras línguas, também perceberam os erros crassos. E esses, sem saber da decisão de usar tradução mecânica, questionaram a qualidade do trabalho dos tradutores da casa. Sem contar, claro, o prejuízo incomensurável à credibilidade da empresa.

Foi então que decidiram nos deixar revisar todo sistema, o que nos custou quase três meses de trabalho. Muitas das traduções eram dignas de piadas. Línguas foram misturadas. Pedaços deixados em inglês. Ok, talvez eles não tivessem usado o Google Translate nem nenhuma dessas ferramentas de última geração, mas acabei de fazer um teste com duas das frases que mais receberam reclamações, e sim, melhoraria um pouquinho, mas ainda faltariam algumas das preposições essenciais que um tradutor de carne e osso não teria deixado de fora. Espero que tenham aprendido a lição.

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Mestrado em Tradução na Europa

Entre hoje e amanhã a Direção Geral de Tradução da Comissão Européia se reúne em Bruxelas, pela primeira vez, com universidades européias que oferecem cursos de tradução. Representantes de universidades de todos os estados-membro e Bulgária e Romênia, bem como organizações internacionais e associações profissionais foram convidados para a Conferência “Towards a European Master’s in Translation (EMT)” para discutir o futuro da formação profissional de tradutores. O principal objetivo da conferência é estabelecer um currículo padrão para um Curso de Mestrado Europeu em Tradução.

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Tradução fácil, sem dicionário

WordChamp, website especializado em recursos para professores e alunos de línguas estrangeiras, lançou recentemente uma ferramenta que permite a leitura de websites estrangeiros sem ajuda de um dicionário tradicional. Primeiro, o leitor escolhe o site que deseja ler, por exemplo o jornal The Times. Em seguida, o leitor passa o mouse em cima das palavras que não conhece e o programa mostra uma janela pop-up com as definições. Além disso, é possível ouvir a pronúncia correta da palavra. A ferramenta é fácil de usar e está disponível em várias línguas.

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Ótimo blog sobre tradução e literatura traduzida

talqualmente é um ótimo blog sobre tradução e literatura traduzida. Sua proprietária, residente em terras da coroa inglesa, acaba de assumir um alto posto no Global Voices e teve a feliz idéia de mapear blogs em português. Veja também os fóruns sobre Tradução Juramentada.

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CatsCradle é um bom editor de páginas de internet para tradutores profissionais.

Se já usou um programa de edição de páginas da internet ou um comum editor de texto, depois de concluído o projecto de tradução, deve já ter-se deparado com algum destes problemas: texto que não era apresentado; texto que vê só que não pôde editar; tipos de letra e cores que foram alteradas; hiperligações que deixaram de funcionar; erros de formatação da página… e montes de tempo a tentar voltar a pôr tudo como era, quando tudo o que queria fazer era traduzir. Se algum destes erros já lhe aconteceu, a solução pode muito bem ser esta.
CatsCradle é um bom editor de páginas de internet para tradutores profissionais. Excelente para traduzir páginas da internet integralmente sem se preocupar com imagens nem com o código específico das páginas HTML. O programa extrai da página todo o texto que deve ser traduzido, inserindo-o num editor de texto incorporado, dispõe-no lado a lado com a tradução (dois textos dispostos paralelamente sendo ORIGINAL – TRADUÇÃO), e integra instantaneamente na página a tradução que vai sendo feita, deixado o código específico HTML intacto. Para ir vendo como ‘corre’ a tradução pode sempre pré-visualizar o progresso num browser. Há mesmo um ‘campo’ posicionado na parte de cima da janela do programa onde mostra a página e a evolução da tradução.
Completo, tudo o que necessita para a localização de páginas de internet.
Suporta a codificação Unicode dai que possa trabalhar facilmente com páginas que usam o Cirílico, Grego, Chinês, Japonês, etc. Também dispõe de um conversor de codificação permitindo, por exemplo, converter um texto codificado em Árabe para Unicode, entre outras codificações disponíveis. Está localizado em várias línguas, uma delas é o português do Brasil; permite utilizar glossários e memórias guardadas de projectos já feitos com o próprio programa.
Feito para os tradutores, para além de tudo o que mencionei anteriormente, tem também incorporado um contador de palavras muito útil para a elaboração de orçamentos e não só.

Opinião pessoal:
É um bom programa, fácil de utilizar pela forma simples como foi ‘desenhado’.
Tem um interface intuitivo, muito simples. O facto de utilizar cores para diferenciar as frases traduzidas das ainda não traduzidas; assinalar a frase que está a ser traduzida; etc, facilita bastante o trabalho indicando a evolução de todo o projecto.
Apesar de não ser livre, o preço não está fora do alcance dos tradutores.
Nada que se compare com programas poderosos como o Trados, SDLX, mas avaliando e tendo em conta a relação funcionalidade – preço, CatsCardle é um um bom investimento se trabalha na área da localização de páginas da internet.

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Línguas Maternas

Três gerações da mesma família, cada uma com uma língua materna diferente. Esse é o ponto de partida para a bela vídeo instalação que Sedira apresenta no British Art Show, uma exposição cujo objetivo é mapear a cena artística britânica contemporânea, e que acontece a cada 5 anos.

O trabalho “Mother Tongue” consiste em três vídeos apresentados como um tríptico em monitores de plasma. No primeiro, Sedira conversa com sua mãe, fazendo-lhe perguntas sobre sua infância: “Você tinha muitos amigos na escola?”, “A que horas você acordava?”, etc. Sua mãe fala em árabe a maior parte do tempo, mas Sedira conversa principalmente em francês, sua língua materna. Mesmo assim, as duas se entendem bem. No vídeo seguinte, Sedira conversa sobre os mesmos assuntos com sua filha, dessa vez é a menina que lhe faz as perguntas em inglês. Sedira, que hoje mora na Inglaterra, usa tanto o inglês quanto o francês, e a conversa flui. O terceiro vídeo mostra a mãe de Sedira conversando com sua neta. A avó conversa com sua neta em árabe. A menina fala com a avó em inglês. A conversa não acontece, é permeada de muitos silêncios e um certo constrangimento. No espaço de três gerações existe a lacuna da língua materna.

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Mestrado em Tradução na Europa

Entre hoje e amanhã a Direção Geral de Tradução da Comissão Européia se reúne em Bruxelas, pela primeira vez, com universidades européias que oferecem cursos de tradução. Representantes de universidades de todos os estados-membro e Bulgária e Romênia, bem como organizações internacionais e associações profissionais foram convidados para a Conferência “Towards a European Master’s in Translation (EMT)” para discutir o futuro da formação profissional de tradutores. O principal objetivo da conferência é estabelecer um currículo padrão para um Curso de Mestrado Europeu em Tradução.

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Workshop de Trados no Rio de Janeiro

No dia 12 de maio no Rio de Janeiro, a AML Global organizará um workshop sobre o uso do software Trados. O workshop aborda: criação de memórias; importação e exportação de memórias Trados; análise de documentos; alinhamento de memórias; Workbench (.doc, .rtf, .txt); T-Window (.ppt, .xcl, .exe,..); Tag Editor (.html, .xml, xcl…) e gerenciamento de projetos.

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